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Como realizei atividades laboratoriais durante o confinamento

Posted 03/18/2021 by Fernanda Neri, professora de Física e Química, Escola Secundária de Amares, Portugal

 

Como podem os meus alunos realizar as atividades laboratoriais obrigatórias no currículo durante o confinamento? Como professora de física e química, gostaria de partilhar a minha experiência de mudança para aulas virtuais devido à pandemia.

 

Aprender fazendo é importante para mim; é assim que os alunos adquirem uma verdadeira compreensão da física e da química. Quando tenho oportunidade, entro sorrateiramente num laboratório para usar exemplos práticos para explicar os conceitos, mesmo durante as minhas aulas regulares. Sem estas opções durante o confinamento, trabalhei em soluções com a ajuda da tecnologia TI-Nspire™ CX.

Durante um ano lectivo normal, divido os alunos em grupos de quatro para trabalhar na vertente experimental. Se não tenho equipamento suficiente para todos os grupos, utilizo um sistema rotativo. Alguns grupos começam por fazer a experiência com os materiais disponíveis e outros trabalham noutras tarefas. Ou então utilizo formas de realizar a mesma experiência que envolvam sensores diferentes, mas que permitam aos alunos aprender os mesmos conceitos.

Uma vez que usamos a tecnologia TI-Nspire™ CX para estas atividades de laboratório, isto permite-me guardar dados de atividades realizadas anteriormente. Assim, tenho dados a fornecer aos alunos para análise, se por acaso eles não conseguem recolher os dados. E, ocasionalmente, precisámos desta opção. Tal como quando um grupo fez uma titulação em que gastou todo o titulante e o valor do pH não se alterou. Todos se perguntavam o que tinha corrido mal e só mais tarde percebi que não tinham submergido o sensor de pH titulado 😊. Felizmente, eu tinha alguns dados pré-guardados que lhes permitiam ainda fazer a parte de análise de dados no decorrer da aula uma vez que já não havia tempo para preparar mais solução de titulante.

No início deste ano letivo, ainda podíamos ensinar na escola, mas tínhamos de trabalhar com novas regras. Os alunos tinham de manter distância uns dos outros, e não podiam partilhar equipamento, pelo que tive de fazer mais demonstrações do que estou habituada a fazer. No entanto, para algumas experiências, ainda encontrei soluções. Por exemplo, em química, eu emparelhava os estudantes, o que era permitido. Limpando constantemente o equipamento e certificando-me de que lavavam as mãos regularmente, ainda lhes podia oferecer a oportunidade de fazer experiências reais.

Ensino à distância

Quando a pandemia se agravou, fomos confrontados com o encerramento das escolas. Isso fez-me recorrer ao ensino virtual durante 50% do tempo normal das aulas. Uma vez que a minha ligação à Internet é muito mais rápida do que a da escola, é mais fácil utilizar recursos online. É muito mais rápido utilizar recursos que facilitam a compreensão dos conteúdos e que mesmo presencialmente era impossível demonstrar como  por exemplo simulações que envolvem moléculas ou átomos e/ou visualização de pequenos vídeos durante as aulas virtuais. Estas aulas são seguidas de 1 hora de trabalho autónomo onde permaneço na reunião e ajudo os alunos quando precisam de ter algo esclarecido.

 

 

É claro que isso não resolve o problema de como trabalhar em experiências de laboratório no ambiente virtual. Portanto, o que eu faço é isto: Durante a aula virtual utilizo o publishview do software TI-Nspire™ CX para introduzir a atividade e os objectivos, e mostrar vídeos de diferentes experiências ou simulações da atividade. Isto ajuda os alunos a visualizar a actividade e posso fazê-lo sempre a partir da mesma aplicação.

Depois forneço-lhes os dados experimentais que guardei para que possam fazer a sua própria análise. Os meus alunos utilizam a sua calculadora gráfica para resolver os problemas, da mesma forma que fariam na sala de aula. Para eles não há qualquer mudança, na realidade, e os alunos ainda têm a sensação de que estão envolvidos no trabalho prático de laboratório. A calculadora gráfica é muito útil, uma vez que está sempre disponível quando os alunos utilizam o computador para outras coisas, como por exemplo, seguir as minhas aulas. O feedback que recebi dos meus alunos é muito bom, e as aulas têm um bom ritmo.

 

 

De facto, durante as aulas virtuais utilizo a tecnologia TI-Nspire™ CX muito mais do que utilizo na sala de aula. O TI-Nspire™ CX é o meu quadro branco para explicar todos os conceitos aos alunos. Isto constitui a base das minhas aulas, uma vez que não estou a utilizar uma mesa digitalizadora. Para algumas atividades é ainda melhor do que um quadro branco - é fácil de copiar-colar, por exemplo, e mais rápido do que escrever à mão. Em tópicos mais teóricos, o TI-Nspire™ CX também ajuda muito, pois tem os modelos onde posso facilmente escrever equações químicas, fórmulas, e fazer cálculos rapidamente. As letras gregas e a conversão de unidades são também muito úteis. Portanto, a tecnologia TI-Nspire™ CX é absolutamente obrigatória nas minhas aulas virtuais e tem ajudado a torná-las muito mais interessantes para os alunos!

 

 

Tenho muito prazer em partilhar mais sobre esta abordagem, e tenho partilhado os meus ficheiros em várias formações T3 que tenho dado para professores. Por isso, não hesitem em contactar-me se quiserem saber mais!

 

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