Investigação sobre a utilização de tecnologia gráfica no ensino


Integração das calculadoras gráficas no ensino
Como devemos integrar as calculadoras gráficas nas disciplinas?
A melhor forma é utilizar as calculadoras gráficas para ilustrar as ligações entre as representações, realçar conceitos e discutir a estratégia de resolução de problemas.
Uma revisão de 43 importantes estudos comparativos e interpretativos, detectou que os alunos cujos professores ilustraram as ligações entre as representações e os conceitos realçados utilizam muito menos a calculadora, mas com mais sucesso do que os alunos cujos professores concentraram as suas atenções nas abordagens tecnológicas e algébricas.
 Referência: Burrill et al., 2002
As calculadoras gráficas serão uma distracção? O tempo de aula é muito limitado e existem muitas matérias para dar...
Quanto maior for a integração das calculadoras gráficas no ensino regular da matemática, melhores serão os resultados.  Por conseguinte, o tempo de utilização da calculadora gráfica é também tempo de ensino da matemática. Uma revisão de 43 estudos interpretativos e comparativos importantes examinou este problema:
O tempo de utilização afecta o impacto na aprendizagem;
A qualidade de utilização conta mais do que a quantidade;
Os alunos que despenderam mais tempo com a tecnologia gráfica portátil apresentaram maiores ganhos do que os alunos que tiveram acesso à tecnologia durante breves intervenções ou pequenos períodos de tempo;
A investigação mostra que a utilização das calculadoras gráficas em grande escala ajuda a melhorar a aprendizagem;
O acesso contínuo às calculadoras gráficas, incluindo fora da sala de aulas, mostrou estar relacionado com a melhoria da aprendizagem. Podemos assim concluir que a utilização ocasional do computador num laboratório reduzirá os efeitos pretendidos quando comparados com a utilização contínua.
 Referência: Burrill et al., 2002
 Ver também: Research note
As calculadoras gráficas devem ser uma parte integral do ensino e dos testes?
Uma meta análise revista por professores de 54 estudos com a forma de "prova mais forte", estudos experimentais e quasi-experimentais, concluiu que as capacidades operacionais e de resolução de problemas dos alunos melhoraram quando as calculadoras gráficas foram uma parte integral do ensino e dos testes.
 Referência: Ellington, 2003
As vantagens da utilização de calculadoras gráficas no ensino são mais evidentes quando o ensino concentra as atenções na utilização das calculadoras gráficas para compreensão conceptual e resolução de problemas.
Uma revisão de 43 estudos interpretativos e comparativos importantes detectou que as maiores vantagens vêm das investigações que concentram as atenções nas perguntas “e se…?” ou “porquê?”.
Uma revisão de 10 estudos quantitativos e qualitativos em França concluiu que:
Os alunos utilizam muito as calculadoras, mesmo as calculadoras complexas, apenas para tarefas simples;
A integração da ferramenta num processo racional de exploração, conjectura e prova depende do professor para conduzir esta integração na sala de aulas.
 Referência: Burrill, Allison et al., 2002
 Referência: Sabra, 2008
O desenvolvimento de competências matemáticas não é afectado quando as calculadoras são utilizadas adequadamente no ensino.
Uma revisão de 43 estudos interpretativos e comparativos importantes examinou este problema.  A revisão concluiu que:
Não foram detectadas diferenças significativas nas competências procedimentais entre os alunos que utilizam a tecnologia gráfica portátil e aqueles que não utilizam (nas áreas examinadas);
A utilização intensiva da tecnologia não interfere necessariamente com a aquisição de competências dos alunos. 
 Referência: Burrill, Allison et al., 2002
O ensino que realça os conceitos e as ligações entre as representações é mais bem-sucedido do que o ensino concentrado em abordagens tecnológicas e algébricas procedimentais.
Uma revisão de 43 estudos interpretativos e comparativos importantes concluiu que:
Os alunos cujos professores ilustraram as ligações entre as representações e os conceitos realçados obtiveram melhores resultados do que os alunos cujos professores concentraram as atenções em abordagens tecnológicas e algébricas;
Estes professores pareceram criar aulas com mais abordagens conjecturais variadas e maiores níveis de discurso;
Os professores também utilizaram a tecnologia como uma extensão da forma como sempre ensinaram.
 Referência: Burrill, Allison et al., 2002
 
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